segunda-feira, 30 de maio de 2022

Histórias na Biblioteca da ESAN no Dia do Agrupamento

Leituras dramatizadas das histórias: "Gonçalo e a Bicharada" e "A Fada Palavrinha e o Gigante das Bibliotecas". Dos alunos do 10º ano do Curso Profissional de Ação Educativa para os meninos do 1º ciclo e do pré-escolar das escolas do Agrupamento.


 

sexta-feira, 27 de maio de 2022

Jogos matemáticos - o 10º AE nas Antas

Os alunos do Curso Profissional de Técnico de Ação Educativa levaram os jogos matemáticos que construíram à Escola Básica das Antas. Foram momentos de interessante interação com os alunos do 1º ciclo (1ºA, 1ºB, 3ºC) e do ensino pré-escolar.

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Há tablets na Biblioteca!

A biblioteca da ESAN passou a disponibilizar 30 tablets com acesso à internet.

A turma do 11ºLH já cá esteve, com a Professora Anabela Carvalho, a tirar proveito da nova aquisição.







 

Jogos matemáticos - o 10º AE em Montebello

Os alunos do 10º ano do Curso Profissional de Técnico de Ação Educativa, construíram interessantes jogos matemáticos. No dia 6 de maio, deslocaram-se às turmas do Pré-escolar, 1ºA, 3ºA e 4ºB da Escola Montebello, onde puderam ensinar a jogar e estabeler uma divertida interação com os mais novos.
Foi uma atividade realizada no âmbito da disciplina de matemática, da Profª Cláudia Campos, em parceria com as professoras Maria João de Português e Carmen Santos da Biblioteca escolar.

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Concurso Nacional de Leitura

Cerimónia de entrega de prémios do 15º Concurso Nacional de Leitura – 2ª Fase Municipal, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett. Foi um orgulho ouvir várias vezes o nome do nosso Agrupamento quando chamavam alunos ao palco.

terça-feira, 10 de maio de 2022

Poema do mês na ESAN


"Poema à mãe"

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe!

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos!

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais!

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura!

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos...

Mas tu esqueceste muita coisa!
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -,
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;

ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
"Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal..."

Mas - tu sabes! - a noite é enorme
e todo o meu corpo cresceu...

Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas...

Boa noite. Eu vou com as aves!

Eugénio de Andrade, in Antologia Breve
 

segunda-feira, 25 de abril de 2022

"25 de abril - 48 anos depois"

 Exposição comemorativa na ESAN


 

Poema do mês de abril


 TROVA DO MÊS DE ABRIL

Foram dias foram anos a esperar por um só dia.
Alegrias. Desenganos. Foi o tempo que doía
Com seus riscos e seus danos. Foi a noite e foi o dia
Na esperança de um só dia.

Foram batalhas perdidas. Foram derrotas vitórias.
Foi a vida (foram vidas). Foi a História (foram histórias)
Mil encontros despedidas. Foram vidas (foi a vida)
Por um só dia vivida.

Foi o tempo que passava como nunca se passasse.
E uma flauta que cantava como se a noite rasgasse
Toda a vida e uma palavra: liberdade que vivia
Na esperança de um só dia.

Musa minha vem dizer o que nunca então disse
Esse morrer de viver por um dia em que se visse
um só dia e então morrer. Musa minha que tecias
um só dia dos teus dias.

Vem dizer o puro exemplo dos que nunca se cansaram
musa minha onde contemplo os dias que se passaram
sem nunca passar o tempo. Nesse tempo em que daria
a vida por um só dia.

Já muitas águas correram já muitos rios secaram
batalhas que se perderam batalhas que se ganharam.
Só os dias morreram em que era tão curta a vida
Por um só dia vivida.

E as quatros estações rolaram com seus ritmos e seus ritos.
Ventos do Norte levaram festas jogos brincos ditos.
E as chamas não se apagaram. Que na ideia a lenha ardia
Toda a vida por um dia.

Fogos-fátuos cinza fria. Musa minha que cantavas
A canção que se vestia com bandeiras nas palavras:
Armas que o tempo tecia. Minha vida toda a vida
Por um só dia vivida.

Manuel Alegre, "Trova do Mês de Abril" in Atlântico

Poetas de Abril na ESAN