quinta-feira, 20 de março de 2014

Bibliotecas em linh@, os média, as cidades educadoras e a literacia digital



O 4º Encontro de Bibliotecas de Barcelos, com o tema Bibliotecas em Linh@:os Media, as Cidades Educadoras e Literacia digital, vai realizar-se a 28 e 29 de março, no auditório da Biblioteca Municipal de Barcelos.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Para: PAI





Vincent van Gogh, Primeiros Passos
de: Raquel Santos
   Esta é para ti pai!



  Bem, tu já partiste há alguns anos mas, eu e a mãe continuamos a pensar em ti todos os dias
  Todos os dias tento fazer-me de forte, tento vestir uma capa e não deixar nada penetrá-la. Mas nem todos os dias acordo com essa força. Há dias em que acordo triste sem saber o porquê, sinto um vazio, um vazio enorme por tu não estares aqui presente. Pode parecer estranho, mas às vezes, do nada choro. Choro porque me faltas tu aqui ao meu lado. Nunca ninguém vai poder preencher o vazio que tu deixaste com quando partiste, nunca. 
  Foram poucos os anos que convivi contigo, tinha apenas três anos quando me deixaste. Sei que a culpa não foi tua, mas para mim foi uma grande perda. Foste a maior que tive até hoje.
Nunca vou poder ter aquelas brincadeiras contigo que tive com mãe ou com a tia. Nunca poderei deixar-te orgulhoso com cada passo, com cada vitória ou com cada coisa que conquistei até hoje, nem nunca vou poder fazê-lo.
  Penso todos os dias o quão fantástico seria ter-te aqui presente, todos os dias ao meu lado, para te contar os meus segredos, desabafar contigo, contar-te o meu dia a dia, pedir-te conselhos… Sim, porque iria fazê-lo, sem dúvida alguma, porque também o faço com a mãe. Sem sombra de dúvidas que íamos ter uma relação aberta, sem tabus, uma relação muito chegada, muito próxima.
   Há tanta gente que tem dois pais e não lhes dão valor algum, não falam com eles, não tentam se- quer perceber o lado deles, simplesmente ignoram-nos. Por vezes também tenho os meus desentendimentos com a mãe e, mesmo sabendo que às vezes ela não tem razão, eu calo-me e respeito-a, como sempre me ensinaram a fazer.
  E contigo? Contigo seria exatamente da mesma forma, pois sei que foi durante uma discussão acesa que tu morreste. Só por aí, eu prefiro perder a razão do que enervar alguém a esse ponto.
  Por fim, quero que saibas que o meu maior desejo, era ter-te aqui agora presente ao meu lado. Só isto que à partida parece pouco, para mim era imenso, iria sentir-me uma pessoa realizada, pois ia ter as duas pessoas mais importantes da minha vida a meu lado - tu e a mãe. Com toda a certeza do mundo que ias poder contar comigo para tudo, para os bons, mas, principalmente, para os maus momentos.


Amo-te PAI!
Vais estar presente no meu coração sempre, sempre…
Beijinhos da tua pequenina! 



sexta-feira, 14 de março de 2014

Concurso de Poesia

         Realizou-se na semana de dez a catorze de março, mais um “Concurso de Poesia”, nas Bibliotecas das Escolas da Areosa, Nicolau Nasoni e António Nobre. Esta atividade foi dinamizada e organizada pelo Departamento de Línguas, grupo disciplinar de Português, com a colaboração das Bibliotecárias, envolvendo os alunos do 2.º e  3.º ciclos, pais, encarregados de educação, professores no ativo, aposentados , funcionários e com a colaboração especial  da Junta de Freguesia de Paranhos, na pessoa da Dr.ª Fátima Fontes.
       Aos melhores declamadores foi oferecido um Diploma de Participação e uma prenda.
Foram momentos muito agradáveis, onde não faltou a música, o canto e a boa disposição.

sábado, 8 de março de 2014

Mulher





MULHER
A mulher não é só casa
mulher-loiça, mulher - cama
ela é também mulher-asa,
mulher-força, mulher-chama
...
E é preciso dizer
dessa antiga condição
a mulher soube trazer
a cabeça e o coração

Trouxe a fábrica ao seu lar
e ordenado à cozinha
e impôs a trabalhar
a razão que sempre tinha

Trabalho não só de parto
mas também de construção
para um filho crescer farto
para um filho crescer são

A posse vai-se acabar
no tempo da liberdade
o que importa é saber estar
juntos em pé de igualdade

Desde que as coisas se tornem
naquilo que a gente quer
é igual dizer meu homem
ou dizer minha mulher

ARY DOS SANTOS

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Sugestão de leitura


Hubert Reeves, com  81 anos, é dos  astrofísicos mais famosos do mundo e uma das referências mundiais da divulgação científica. Esteve em Portugal para uma conferência sobre Cosmos Sustentabilidade e responsabilidade, organizada pela Porto Business School ,a convite de Dr. João Dias da Silva.

Denúncia a idolatria do dinheiro, mas está convencido de que o futuro da humanidade passa pelo homem deixar de se considerar mais importante do que as outras espécies.

Deixou um alerta para o crescendo de ameaças ao futuro da vida no planeta, para o aquecimento global e para o aumento dos gases de efeito de estufa. Salientou que é fundamental falar com pessoas que desenvolvem projectos e ajudá-las a ver o ponto em que nos encontramos, para que possam avaliar de forma mais acertada, o que devem ou não devem fazer.

Lançou em Portugal mais uma obra - "Onde Cresce o perigo Surge Também a Salvação", que resume duas das suas maiores preocupações de sempre: o ambiente e a astrofísica

O Biblioteca da AEAN marcou presença na conferência de 13 de Fevereiro e não podia deixar passar este alerta.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Cérebro e Leitura com Teresa Silveira


Auditório da ESAN dia 12 de Março pelas 15,25 horas

“Gostar ou não gostar de ler? Até onde vai o poder do outro no condicionamento do gosto leitor do eu? Este é o ponto de partida de uma viagem à compreensão do comportamento do leitor e ao que o pode condicionar. O desafio não é propriamente a leitura, mas antes a análise sobre a origem da sua motivação e o desenvolvimento dos hábitos de leitura naqueles que já nasceram no meio digital. Meio esse que, ao que tudo aponta, tende a modelar o cérebro para a leitura fracionada, utilitária e acultural."

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Apresentação do Livro "Quem vê corações..."

 
 "Quem vê corações..."
  Isabel Leal
  21 de fevereiro  10:15horas 
  Auditório 
  ESAN





   Este é um livro sobre a vida em todas as suas dimensões. No virar de cada página lateja um coração, em imagens e em palavras. Para a autora, fotografar esse símbolo universal, nos mais diversificados contextos, ganhou mais sentido ao ser partilhado com os amigos. Estes foram convidados a abraçar a ideia, através do facebook, participando de diversas formas, entre elas, a escrita.
"(...) Este livro, precioso de descobertas, prova com irrefutabilidade científica que o coração se move nos interstícios do alheamento, se reinventa continuamente até darmos por ele no peito do Mundo. No batimento de cada página eis ritmos indizíveis, invisíveis, onde o amor se deposita suavemente, acumula juros, à espera da nossa fortuita avidez de enriquecimento interior. Um livro tecido pelos mil corações obvolvidos da Isabel, com o coração do Mundo, para o coração que é nosso. Cabem nele todos os corações que existem e hão de existir. Por isso este livro não é para ler, mas sim para transplantar. E amar, então, até à página derradeira" Renato Filipe Cardoso

 
 
Adivinha

Qual é coisa qual é ela

Que atrapalha o coração

Que balança sem prudência

E ao contrário da ciência

Não tem qualquer explicação?

Qual é a coisa qual é ela

Que às estrelas vai e vem

Vira e volta e faz o pino

E no maior desatino

Nem a morte a detém?

 
Resposta: O Amor

 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Escrita Criativa - Uma página do diário de Camões


1 de agosto de 1568

Querido Diário…

Hoje sinto-me triste, talvez um pouco nostálgico, não sei bem. Em conversa com o meu grande amigo, Diogo Cão, ele fez-me uma pergunta que me deixou bastante pensativo. “Afinal, que rumo queres para a tua vida?”, perguntou-me ele. Sempre amei ser livre. Não ter que dar justificações a ninguém, não me prender a nenhuma mulher e muito menos aturar choros de criancinhas irritantes. Viajar para onde quisesse sem a preocupação de ter uma data para voltar. Basicamente, viver para mim e só para mim. Mas agora pergunto-me onde é que isso me levou. Sou um homem solitário, conto pelos dedos das mãos os amigos que tenho e de família só me resta uma tia, à qual nem sou muito ligado.

Sempre pensei que este estilo de vida fosse um aspeto positivo na minha vida mas, agora, com o passar dos anos, as minhas ideias começam a alterar-se um pouco. Conheço muitas pessoas sou muito bem relacionado, mas, ao fim do dia, quando deito a cabeça na almofada, não tenho ninguém. Ninguém para me aconchegar, para desabafar ou, simplesmente, para ouvir.

Hoje, passados anos de desapego, e talvez até de um pouco de desprezo pelas pessoas que realmente gostavam de mim, arrependo-me. Arrependo-me de não lhes ter dado o devido valor, de não ter constituído uma família. Graças a isso, hoje sou um solitário incapaz de amar, com os pés já virados para a cova, sem ninguém, a não ser o meu fiel amigo, o meu gato, que já me acompanha há muito tempo. Mas que posso eu fazer?!

Cátia Rodrigues – 12º LH1

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Maratona da Poesia


MARATONA DE POESIA 2014

    Realizou-se no dia 20 de janeiro de 2014, no Auditório da ESAN, entre as 10.15h e as 11.45h, a Maratona de Poesia, dinamizada pela professora de português Cândida Castilho e com o apoio da equipa da Biblioteca escolar.

  Participaram entusiasticamente nesta atividade diversas turmas: 10º AI, 10º LH1, 11º LH2, 12º LH2, 12º AI, 12º HT, 12º TR.

   Pretendia-se com a realização da Maratona de Poesia desenvolver nos alunos o gosto pela poesia e levá-los a conhecer melhor os nossos poetas. Além disso, era também nosso desejo mostrar aos alunos como pode ser interessante ouvir diferentes formas de recitar poesia.

    Os alunos recitaram poemas de diversos autores, tendo tido particular destaque a poesia de Fernando Pessoa e heterónimos, Sophia de Mello Breyner Andresen, António Gedeão, Eugénio de Andrade, Manuel Alegre, Florbela Espanca, entre muitos outros. Alguns alunos recitaram também poemas de autores estrangeiros, como Pablo Neruda.

    Foi notório o entusiasmo dos alunos que, timidamente primeiro e depois com maior à vontade , recitaram poemas previamente preparados nas aulas com as respetivas docentes de Português.

   Julgamos que foi uma atividade muito interessante, concretizada com sucesso, e que motivou bastante os alunos. O seu elevado grau de adesão deixa antever que deverá ser uma atividade a desenvolver, de novo, no próximo ano letivo.
                                                                                                                 Cândida Castilho